O WhatsApp começou a distribuir, de forma gradual para usuários de Android e iOS no Brasil, um pacote de novidades voltado a dificultar os golpes que usam clonagem de conta e engenharia social. A mudança mais visível está na verificação em duas etapas: o tradicional PIN numérico de seis dígitos dá lugar a uma senha alfanumérica, que pode combinar letras, números e símbolos, tornando muito mais difícil que um criminoso descubra o código por tentativa e erro ou por meio de programas automatizados.
O aplicativo também amplia o uso de passkeys, chaves de acesso vinculadas à biometria do aparelho — impressão digital ou reconhecimento facial —, que substituem os códigos enviados por SMS na hora de confirmar a identidade do usuário. Mais de um bilhão de contas já utilizam esse tipo de autenticação em todo o mundo, considerada mais resistente a golpes de engenharia social, nos quais o criminoso engana a vítima para obter o código de verificação e assumir o controle do número.
Outra novidade é o alerta de contexto para chamadas de números desconhecidos: antes mesmo de atender, o usuário passa a ver informações como a origem internacional da ligação e se existe algum grupo em comum entre quem liga e quem recebe a chamada. O recurso, que chega primeiro a aparelhos Android, mira diretamente golpes que se passam por parentes, empresas ou autoridades para pedir dinheiro ou dados pessoais por telefone.
A liberação é gradual, então nem todos os perfis vão ver as opções ao mesmo tempo — quem quiser verificar pode procurar por Configurações > Conta > Verificação em duas etapas e por Configurações > Chaves de acesso. Nenhuma dessas ferramentas substitui o cuidado básico: o WhatsApp nunca pede que o usuário compartilhe códigos de verificação por mensagem, e qualquer pedido de dinheiro urgente feito por "parentes" ou "conhecidos" no aplicativo merece confirmação por outro canal antes de qualquer transferência ou Pix.
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