Um robô humanoide da equipe chinesa Tianjiao conquistou a medalha de ouro no salto em distância da 2ª Copa do Mundo de Robôs Humanoides, disputada neste fim de semana em Pequim, ao registrar uma marca de 7,97 metros. O resultado ficou a apenas 0,98 metro do recorde mundial masculino da prova entre humanos, de 8,95 metros, pertencente ao norte-americano Mike Powell desde 1991. A máquina evoluiu de forma progressiva ao longo das três tentativas permitidas, com saltos de 7,32 m, 7,62 m e, por fim, 7,97 m, usando uma corrida de aproximação para ganhar impulso antes do voo até a área de aterrissagem.
O salto da Tianjiao superou de forma expressiva o desempenho da mesma competição no ano anterior, quando a prova era disputada na modalidade parado, sem corrida de impulso, e o campeão havia alcançado 1,25 metro. A comparação direta entre os dois resultados deve levar em conta a mudança no formato da disputa, mas ainda assim ilustra o salto de desempenho da robótica humanoide chinesa em pouco mais de um ano. Na disputa deste ano, o pódio ficou completo com a equipe Tianzhuo, que cravou 7,24 m e levou a prata, e a Tiangong, com 7,19 m e o bronze.
O resultado no salto em distância é mais um capítulo de uma competição marcada por recordes quebrados diante de atletas humanos. No mesmo evento, robôs também bateram a marca de Usain Bolt nos 100 metros rasos e superaram o tempo do sul-africano Wayde van Niekerk nos 400 metros. A evolução, no entanto, expôs novas fragilidades: nas provas de salto, algumas máquinas ganhavam impulso, saltavam e aterrissavam corretamente, mas não conseguiam interromper a corrida a tempo, continuando a se deslocar após a aterrissagem.
A Copa do Mundo de Robôs Humanoides, realizada no Estádio Olímpico de Patinação de Velocidade de Pequim, reúne 666 equipes e 2.056 robôs de 16 países, número 138% maior que o da primeira edição, disputada em 2025. O evento segue até o dia 26 de agosto, com 51 modalidades e mais de 1.300 confrontos, misturando provas de atletismo, tarefas do cotidiano e desafios de manipulação de objetos, num esforço da China para consolidar sua liderança na indústria de robótica humanoide.



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