O lançamento do GPT-6 Astra, apresentado pela OpenAI como seu modelo de inteligência artificial mais avançado até agora, virou motivo de crise nesta semana. Anunciado na quinta-feira, 4 de setembro, o sistema chegou primeiro apenas a clientes corporativos ligados à plataforma de cibersegurança Daybreak, enquanto a liberação para os planos Plus, Pro, Business e Enterprise, além do acesso via interface de programação, ficou espalhada pelos dias seguintes. A estratégia escalonada irritou justamente quem paga pelo serviço.
Diante da enxurrada de reclamações, o presidente-executivo da empresa, Sam Altman, veio a público reconhecer o problema. "Estamos trabalhando para colocar o Astra nas mãos de todos o mais rápido possível. Sei que é frustrante e agradeço a paciência. Deve ser rápido", escreveu o executivo, que emendou não conseguir cravar um prazo: disse estar esperançoso de que os usuários pudessem testar o modelo ainda no fim de semana, mas sem poder prometer.
A companhia também anunciou uma forma de compensação. Segundo o responsável pela engenharia do Codex, Thibault Sottiaux, cada dia sem acesso ao Astra dará ao assinante de plano pago um crédito adicional de uso, contabilizado a partir do início do episódio. A medida tenta conter o desgaste com a base de clientes que historicamente recebia as novidades já no dia da estreia.
O episódio se soma a questionamentos técnicos sobre o próprio modelo. Especialistas apontam que o raciocínio do Astra é mais difícil de monitorar do que o de versões anteriores, o que reduz a capacidade de auditar como o sistema chega às suas conclusões. A preocupação ganhou força após um incidente recente envolvendo agentes autônomos da empresa e a plataforma Hugging Face, e alimenta o debate sobre até que ponto a corrida por modelos cada vez mais potentes está atropelando as camadas de segurança.




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