O governo federal prepara a ampliação do programa Norte Conectado com cinco novas extensões de fibra óptica instaladas dentro dos rios da Amazônia. A meta é ampliar a oferta de internet de alta velocidade em cidades e comunidades isoladas da região e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência das conexões via satélite, hoje lideradas pela Starlink em boa parte do interior amazônico.
Os novos trechos fazem parte das chamadas infovias subfluviais, cabos assentados no leito dos rios. O modelo foi escolhido porque a geografia da região torna caro e complicado instalar redes terrestres convencionais, o que transforma os rios no caminho mais viável para levar conectividade a localidades distantes. Com as infovias já entregues e as que seguem em implantação, o projeto prevê uma malha de cerca de 13,2 mil quilômetros de fibra óptica, atendendo dezenas de municípios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.
Nos últimos anos, a internet por satélite se firmou como principal alternativa em áreas sem fibra ou com cobertura móvel insuficiente, sendo adotada por escolas, unidades de saúde, comunidades ribeirinhas e pequenos provedores. Com a chegada dos novos trechos, a expectativa é que provedores regionais passem a contar com banda larga por fibra para revender conexões mais rápidas e estáveis ao consumidor final, além de atender órgãos públicos, hospitais e escolas.
Mesmo com o avanço, a expansão ainda depende de licenciamento ambiental, logística e sustentabilidade econômica da operação. Segundo representantes do programa, instalar a infraestrutura é apenas parte do desafio, já que também será preciso garantir manutenção, operação e uso efetivo da capacidade instalada. O formato adotado prevê infraestrutura compartilhada: o poder público usa parte da capacidade para seus serviços e a exploração comercial fica a cargo da iniciativa privada.



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