O investigador especializado em crimes online, Greg Squire, havia chegado a um beco sem saída em seus esforços para resgatar uma menina abusada que sua equipe havia chamado de Lucy. Imagens perturbadoras dela estavam sendo compartilhadas na dark web – um canto criptografado da internet acessível apenas por meio de um software especial projetado para tornar seus proprietários digitalmente impossíveis de rastrear.
Mas mesmo com esse nível de dissimulação, o abusador estava ciente de que precisava "apagar seus rastros", cortando ou alterando quaisquer características identificadoras, diz Squire. Era impossível descobrir quem era Lucy ou onde ela estava.
O que ele logo descobriria era que a pista para a localização da menina de 12 anos estava escondida à vista de todos. Squire trabalha para o Departamento de Segurança Interna dos EUA em uma unidade de elite que tenta identificar crianças que aparecem em material de abuso sexual.
O acesso sem precedentes mostra como esses casos são frequentemente solucionados não por meio de tecnologia de ponta, mas pela identificação de pequenos detalhes reveladores em imagens ou fóruns de bate-papo.

