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Amazon entra no clube dos US$ 3 trilhões impulsionada pela nuvem e pela demanda por IA

Amazon entra no clube dos US$ 3 trilhões impulsionada pela nuvem e pela demanda por IA

Companhia é a quinta da história a atingir a marca; ações bateram recorde após balanço trimestral com o maior crescimento da AWS em mais de quatro anos

O valor de mercado da Amazon superou US$ 3 trilhões pela primeira vez nesta segunda-feira (3), impulsionado por uma forte alta após o balanço trimestral e por sinais de que o avanço da inteligência artificial vem gerando nova demanda pelos serviços de computação em nuvem, principal fonte de lucro da companhia. As ações subiam 5%, cotadas a US$ 285,01, em máxima histórica, com ganho acumulado superior a 23% no ano.

Com isso, a empresa se torna a quinta da história a ultrapassar essa marca, ao lado de Nvidia, Microsoft, Apple e Alphabet. A Nvidia é hoje a maior companhia do mundo, com valor de mercado próximo de US$ 5 trilhões.

Fundada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon levou pouco mais de dois anos para somar mais um trilhão de dólares ao seu valor de mercado, depois de alcançar US$ 2 trilhões em junho de 2024. A Amazon Web Services vem se beneficiando da ampliação de parcerias, incluindo acordos de infraestrutura de nuvem e fornecimento de chips com OpenAI, Anthropic e Meta, entre outras.

Na semana passada, os papéis registraram a maior alta em um único dia desde abril de 2012, depois que a companhia sediada em Seattle apresentou o maior crescimento em nuvem em mais de quatro anos e elevou sua projeção anual de investimentos. A empresa informou que espera gastar até US$ 220 bilhões em investimentos de capital, acima dos US$ 200 bilhões previstos anteriormente — o maior orçamento do tipo em Wall Street neste ano, voltado à infraestrutura que sustenta a inteligência artificial.

"A Amazon é provavelmente a mais emblemática da economia neste momento. É uma história de consumo e uma história de IA", afirmou Mark Hackett, estrategista-chefe de mercado da Nationwide. Segundo ele, o grande ceticismo antes da temporada de balanços era se as empresas de hiperescala estariam reduzindo os gastos com inteligência artificial.

A Microsoft afirmou na semana passada que espera seguir gerando caixa até o ano fiscal de 2027 e projetou investimentos abaixo das estimativas do mercado, o que ajudou a impulsionar sua maior alta diária desde 2008. Tesla e Alphabet, por outro lado, registraram fluxo de caixa negativo no último trimestre — o primeiro caso para a Alphabet —, enquanto a Meta viu seu fluxo de caixa livre despencar 91%, com as empresas continuando a injetar bilhões na expansão de IA.

"Estamos começando a ver uma diferenciação entre vencedores e perdedores no grupo das sete gigantes. Elas foram tratadas como uma única empresa por muito tempo, mas, com os movimentos da semana passada, passaram a ser tratadas como companhias individuais, o que é um sinal saudável de que o equilíbrio voltou", disse Hackett.

O sentimento em Wall Street segue amplamente favorável: dos 65 analistas que acompanham a ação, 62 recomendam compra ou melhor, sem nenhuma recomendação de venda, segundo dados da Koyfin.

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