LONDRES, 4 Nov (Reuters) - Um profissional de saúde britânico infectado com o Ebola está sendo levado da República Democrática do Congo para o Reino Unido a fim de receber tratamento especializado, mostrou documento oficial ao qual a Reuters teve acesso.
O paciente encontra-se em estado estável e deve chegar ao Reino Unido nesta quarta ou na quinta-feira, antes de ser transferido em uma ambulância especializada para uma unidade de doenças infecciosas de alto risco, segundo o documento.
O documento citou autoridades britânicas afirmando que não há expectativa de um impacto grave na saúde pública no Reino Unido e que não há previsões de interrupções nas viagens internacionais ou no comércio.
“Um cidadão britânico que se encontra atualmente na RDC testou positivo para o Ebola”, disse um porta-voz do governo britânico à Reuters em comunicado enviado por email. “O risco do Ebola para a população do Reino Unido continua baixo.”
O paciente, cuja identidade não foi divulgada, havia sido enviado ao Congo por uma organização humanitária para ajudar na resposta ao surto.
Este é o primeiro caso envolvendo um cidadão britânico relacionado ao surto atual, embora várias outras pessoas de outras regiões da Europa tenham sido infectadas.
No mês passado, a Suíça retirou um paciente com Ebola da Nigéria para tratamento, enquanto a França, em junho, registrou seu primeiro caso confirmado relacionado ao surto em um médico que retornava de uma missão humanitária no Congo.
O Ebola é uma doença viral grave transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a doença é fatal em cerca de metade dos casos, em média, embora as taxas de mortalidade variem entre os surtos.
Autoridades de saúde britânicas afirmam que o risco para a população em geral decorrente de casos importados de Ebola continua baixo e que o Serviço Nacional de Saúde possui procedimentos em vigor para lidar com infecções suspeitas e confirmadas.
Casos importados são raros, com apenas quatro casos confirmados registrados no Reino Unido desde 1976, de acordo com a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido.
O surto na República Democrática do Congo é o segundo maior já registrado, com mais de 10.000 casos confirmados e quase 5.000 mortes relatadas até o final de outubro.
(Reportagem de Emma Farge em Genebra, Sam Tabahriti e Jennifer Rigby em Londres)
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