Início Saúde e Bem-estar Além dos remédios: fisioterapia reduz crises de dor de cabeça em mais de 50% dos casos
Saúde e Bem-estar Conteúdo de Marca

Além dos remédios: fisioterapia reduz crises de dor de cabeça em mais de 50% dos casos

Além dos remédios: fisioterapia reduz crises de dor de cabeça em mais de 50% dos casos

A dependência de analgésicos tem sido o caminho mais frequente para quem convive com a cefaleia, um mal que atinge cerca de 40% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, a fisioterapia especializada vem se consolidando como um divisor de águas no tratamento, sendo capaz de reduzir pela metade a frequência, a intensidade e a duração das crises.

O impacto da reabilitação física é defendido pela fisioterapeuta Joelma Magalhães, especialista em Dor pelo Hospital Albert Einstein e referência no Amazonas no tratamento de disfunções da cabeça e pescoço. De acordo com a profissional, que soma 18 anos de experiência na área, a abordagem mecânica e comportamental muitas vezes preenche a lacuna deixada pelos tratamentos exclusivamente medicamentosos.

A International Headache Society (IHS) cataloga mais de 200 tipos de dores de cabeça, divididas entre primárias (quando a dor é a própria doença) e secundárias (sintomas de outra patologia). No consultório, o fisioterapeuta atua diretamente na identificação dos gatilhos que alimentam o ciclo da dor.

Entre os perfis mais recorrentes na população, destacam-se:

  • Cefaleia Tensional: Dor de leve a moderada, descrita como uma "faixa apertada" pressionando o crânio, intimamente ligada ao estresse e à postura.

  • Enxaqueca: Crises severas e latejantes, geralmente acompanhadas por náuseas, vômitos e extrema sensibilidade à luz e aos ruídos.

  • Cefaleia em Salvas: Dor unilateral violenta e incapacitante, considerada uma das formas mais agudas de dor de cabeça.

O Fator Muscular e o Tratamento Multimodal

Grande parte dos pacientes crônicos apresenta disfunções físicas associadas, como pontos gatilho (nódulos de tensão), rigidez muscular e hipersensibilidade na face, no pescoço e na região do trapézio (ombros). É nesse cenário que as técnicas manuais ganham força.

"Estudos já demonstram que a terapia medicamentosa associada à fisioterapia e ao exercício físico individualizado apresenta maior eficácia na redução das cefaleias", explica Joelma Magalhães.

O plano de tratamento eficaz vai além da maca do consultório e adota um modelo multimodal, combinando terapias manuais, mobilizações vertebrais e "educação em dor" com mudanças drásticas na rotina do paciente. Isso inclui a regularização da higiene do sono, reeducação alimentar, prática de atividades físicas e a diminuição drástica de estimulantes como cafeína e álcool.

Alerta para a Automedicação

A especialista adverte que sentir dor de cabeça com frequência não é um comportamento biológico normal e que a automedicação contínua pode, inclusive, cronificar o quadro.

"Nosso corpo avisa quando há algo errado, mas muitas pessoas só procuram ajuda quando a situação se torna insustentável. Já atendi pacientes que conviveram com crises por mais de 40 anos antes de descobrir que o problema tinha origem musculoesquelética", relata a fisioterapeuta, reforçando a importância do diagnóstico multiprofissional para devolver a qualidade de vida ao paciente.

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!