São Paulo é responsável por 37,76% de todo o uso de inteligência artificial generativa registrado no Brasil, segundo dados do Anthropic Economic Index. O volume é quase quatro vezes maior que o do segundo colocado, o Rio de Janeiro, que aparece com 9,39% do total nacional, seguido por Minas Gerais, com 7,90%, e Paraná, com 6,29%.
A concentração contrasta com a ponta oposta da lista: entre os 24 estados com dados publicados no levantamento, Rondônia aparece na última posição, com apenas 0,42% do uso nacional, uma fatia quase cem vezes menor que a paulista. O recorte expõe uma desigualdade digital que acompanha o peso econômico e populacional de cada região.
Dentro de São Paulo, a atividade mais associada às conversas com inteligência artificial é a criação de conteúdo e redação, que responde por 26,78% do uso no estado, seguida por desenvolvimento de software, com 14,42%. Entre as ocupações, a categoria de profissionais de computação e matemática lidera, com 26,63% das conversas mapeadas, à frente de arte, design e mídia, com 13,78%.
Os dados descrevem o volume de conversas por tarefa, não quantas pessoas de cada profissão usam a ferramenta nem o número de usuários por região. O levantamento também não permite concluir se empregos estão sendo automatizados ou ameaçados, apenas mapear em que tipo de tarefa a inteligência artificial tem sido mais utilizada.
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