O Maranhão registra a menor densidade de estações de rádio-base de 5G por habitante entre os estados brasileiros, com 1,35 antenas para cada 10 mil moradores, segundo levantamento baseado em dados de licenciamento da Anatel até março de 2026. O número é mais de quatro vezes menor que o do Distrito Federal, que lidera o ranking nacional com 5,94 antenas por 10 mil habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 4,33.
Tocantins aparece na penúltima posição, com 1,52 antenas por 10 mil habitantes, formando com o Maranhão a dupla de estados com a infraestrutura mais escassa da nova geração de internet móvel. O levantamento também mostra que, entre as capitais, a desigualdade vem diminuindo desde o lançamento do 5G no país, em 2022, mesmo com estados do Nordeste e do Norte ainda atrás da média nacional.
Menos antenas por habitante tende a significar sinal mais fraco e conexão mais instável fora dos grandes centros urbanos, o que afeta diretamente quem depende do celular para trabalhar, estudar ou vender pela internet em cidades do interior maranhense, onde a cobertura de 5G ainda é mais recente que na capital, São Luís.
Os números refletem a quantidade de antenas licenciadas pela Anatel, não necessariamente a qualidade do sinal recebido pelo usuário final, que também depende de fatores como relevo, distância da antena e aparelho utilizado.
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