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Cinema brasileiro soma R$ 1 bilhão em bilheteria e vive melhor ano desde a pandemia

O mercado de cinema no Brasil ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em bilheteria em 2026, segundo dados compilados a partir de números da Ancine até maio, o melhor resultado desde a pandemia de covid-19, que esvaziou as salas de exibição a partir de 2020. A recuperação é puxada majoritariamente por grandes lançamentos de estúdios de Hollywood.

A liderança da bilheteria do ano fica com "O Diabo Veste Prada 2", que arrecadou R$ 150,5 milhões, seguido por "Michael" (R$ 147,5 milhões), "Super Mario Galaxy" (R$ 94 milhões), "A Empregada" (R$ 92,2 milhões) e "Avatar: Fogo e Cinzas" (R$ 76,6 milhões). Juntos, os cinco primeiros colocados somam mais de R$ 560 milhões em ingressos vendidos.

Entre os títulos nacionais, "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, aparece na décima posição do ranking do ano. O longa, ambientado no Recife dos anos 1970, chegou a receber quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo melhor filme internacional e melhor ator para Moura, mas não converteu nenhuma delas em estatueta.

Para o segundo semestre, distribuidoras já anunciam lançamentos de nomes como Steven Spielberg, Pixar e Christopher Nolan, o que deve manter em alta a frequência aos cinemas e disputar espaço com o público que migrou para o streaming durante a pandemia.

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