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Wilson Lima apresenta diretrizes para o Senado e destaca articulação internacional

Wilson Lima apresenta diretrizes para o Senado e destaca articulação internacional
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Manaus/AM - Durante entrevista, o ex-governador e pré-candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) apresentou as diretrizes de sua plataforma eleitoral. O foco de sua campanha está baseado na defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), na interiorização do desenvolvimento e na sua experiência em articulação internacional durante seus dois mandatos no Executivo estadual.

Lima destacou sua participação em mais de 80 fóruns globais (como nos EUA, China e Reino Unido) e sua ex-presidência na Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force). Segundo o pré-candidato, o trânsito político e o diálogo direto com lideranças mundiais em conferências climáticas dão credibilidade para atrair investimentos e defender os interesses da Amazônia no Congresso Nacional.

Ele garantiu que atuará no Senado de forma intransigente para manter a segurança jurídica do Polo Industrial de Manaus (PIM). Para chancelar sua plataforma de continuidade econômica, Lima apresentou os seguintes dados consolidados entre 2019 e 2026:

  • Faturamento da ZFM: Fechou 2025 em R$ 277 bilhões, uma alta de 117% em relação a 2019. O modelo soma 500 empresas e gera 500 mil empregos diretos e indiretos.

  • Empregos no PIM: O número de trabalhadores ativos cresceu 45,3%, subindo de 89,7 mil (2019) para 130,4 mil (abril de 2026).

  • PIB Estadual: Atingiu R$ 187 bilhões em 2025 (alta de 73% comparado a 2019). A projeção oficial para o fechamento de 2026 é de R$ 202 bilhões.

  • Atração de Investimentos: O Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou 1.793 projetos de 2019 até o primeiro quadrimestre de 2026, somando R$ 65,5 bilhões investidos.

Para descentralizar o desenvolvimento econômico, o pré-candidato defende a verticalização de cadeias produtivas no interior do estado, como o manejo do couro de pirarucu e jacaré, a castanha e o pau-rosa.

Lima ressaltou que a fixação dessas indústrias no interior depende de infraestrutura e estabilidade energética. Como avanço de sua gestão, o político citou o fim do monopólio do gás natural e o aporte de R$ 1,2 bilhão em novos complexos de geração de energia — como o campo de Azulão 950 e a termelétrica do Distrito Industrial —, que tornaram o Amazonas autossuficiente na produção de eletricidade.

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