A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou nesta quinta-feira, 12, após participar de evento no Mato Grosso do Sul, que será candidata ao Senado por São Paulo. Segundo ela, o convite foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última semana, em viagem à capital paulista, com a bênção do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ela não adiantou, entretanto, por qual partido será candidata, dizendo que deixará a Pasta até o fim do mês.
"O presidente pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo, eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, eu precisava das bênçãos da minha mãe e isso aconteceu ontem (quarta-feira, 11), eu decidi cumprir a missão", afirmou à imprensa local.
"São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política, é onde eu vou sempre visitar as minhas filhas que moram em São Paulo, eu tenho uma relação muito próxima de São Paulo", completou.
A ministra disse que já havia conversado com Alckmin antes de Lula e que ele também fez esse pedido, mas que ainda não há conversas para uma mudança de partido rumo ao PSB, por exemplo.
"Muito feliz, nesse caso muito específico de sair pelas mãos do vice-presidente Geraldo Alckmin, o que não significa que estarei indo para o PSB, agora é outra etapa, nós temos uma janela aí e temos, pelo menos, até o dia 2 de abril, talvez um pouco antes disso, para tomar todas as outras decisões", disse.
Sucessão
Tebet afirmou que não sabe quem será seu ou sua sucessora no MPO apesar de ter conversas com Lula sobre o assunto. Ela afirmou que fica só até o fim do mês e que não fará movimentos bruscos na gestão até lá, lembrando que tem que apresentar o relatório bimestral de receitas e despesas e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.

