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Sóstenes Cavalcante abraça Messias durante sabatina e diz que foi por 'educação'

Estadão

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), abraçou o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a realização da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira 29. Após repercussão negativa nas redes sociais, ele afirmou que o gesto foi apenas por educação, pois os dois já se conheciam, e que "ser educado não pode ser confundido com posicionamento político".

Durante a votação, Sóstenes foi até a cadeira onde estava Messias o abraçou, e falou algo próximo do seu ouvido. Os dois conversaram por cerca de 23 segundos.

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) e precisa de aprovação no Senado para assumir o cargo. Sóstenes compõe a base de oposição ao governo, e afirmou que, apesar de ter sido cordial com o advogado-geral da União, os senadores do PL votarão contra a indicação.

"Hoje, ao cumprimentá-lo, foi um princípio de educação na convivência política. A gente se conhece e já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesse do meu estado e da bancada do PL", justifica o deputado em publicação nas redes sociais.

Sóstenes e Messias são evangélicos. Durante a sabatina, o advogado se emocionou ao mencionar sua família e sua origem religiosa: "Juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição não é juiz. É possível interpretar a Constituição com fé e não pela fé", disse.

A religião de Messias é vista como algo positivo para o governo, visto que pode agradar a bancada conservadora do Senado. Mais cedo, lideranças evangélicas circularam pela Casa para pedir voto para o advogado.

Os aliados do governo Lula esperam uma aprovação por um placar acirrado, em um contexto de disputa política entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia a indicação do também senador Rodrigo Pacheco(PSB-MG).

A sabatina ocorre cinco meses após o anúncio da indicação. Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 14 votos na CCJ e 41 votos no plenário.

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