O senador Carlos Viana (MG) protocolou nesta terça-feira (8) um pedido de prisão preventiva do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinar o afastamento preventivo dele do cargo. "Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, afastamento não encerra o caso. É preciso chegar aos responsáveis", escreveu o parlamentar nas redes sociais, antes de concluir: "Ninguém está acima da lei. Nem quem tem o poder de investigar".
A decisão de Mendonça, publicada nesta terça, aponta que a estrutura de inteligência da corporação produziu seis relatórios entre 3 e 31 de agosto, com monitoramento do ministro por mais de 30 dias seguidos, acompanhamento que também teria alcançado Jorge Messias. Ainda segundo o despacho, os documentos foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes no dia 1º de setembro.
Na representação, Viana pede também o afastamento e a prisão do chefe do serviço de inteligência da PF e a apuração do uso de dinheiro público na produção dos relatórios. O pedido foi protocolado no STF, na Corregedoria da Polícia Federal, no Tribunal de Contas da União e nos gabinetes da ministra Cármen Lúcia e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador quer ainda a convocação de diretores da corporação, a abertura de uma CPMI e um processo de impeachment contra Moraes. "Quero saber quem deu a ordem, quem executou, quem recebeu os relatórios e para que foram utilizados", afirmou. Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal e Andrei Rodrigues não haviam se manifestado.




Aviso