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Senado aprova PEC da Segurança, sem redução da maioridade penal

Reuters
Senado aprova PEC da Segurança, sem redução da maioridade penal
Senado aprova PEC da Segurança, sem redução da maioridade penal

3 Nov (Reuters) - O Senado aprovou nesta terça-feira a PEC da Segurança Pública, que amplia a integração entre os órgãos de segurança e fortalece o combate ao crime organizado, sem introduzir a redução da maioridade penal na proposta.

Segundo a Agência Senado, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) foi aprovada por unanimidade, com 73 votos favoráveis em primeiro turno e 75 em segundo turno, e agora pode ser promulgada.

Por se tratar de uma PEC, a matéria precisava dos votos de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia prometido a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC, elogiou o Senado pela votação e reafirmou seu compromisso.

"Parabenizo o Senado Federal pela aprovação da PEC da Segurança Pública, que encaminhamos ao Congresso para fortalecer o combate ao crime organizado", disse o presidente em um post no X.

"Vamos somar a esse avanço a criação do Ministério da Segurança Pública, com foco em inteligência, planejamento e cooperação com Estados e municípios para enfrentar as facções e as milícias", acrescentou.

A Agência Senado informou ainda que emendas que tratavam da redução da maioridade penal acabaram sendo desmembradas do texto e passarão a tramitar como duas propostas autônomas. O desmembramento foi aprovado por 38 votos a 36.

As duas emendas foram a causa do impasse que acabou adiando a votação da PEC da Segurança, originalmente prevista para antes do segundo turno da eleição presidencial.

A emenda da oposição, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), buscava reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

A outra emenda tinha sido apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (CE), reduzindo a maioridade penal para 16 anos apenas para os crimes hediondos.

O líder do MDB, senador Eduardo Braga (AM), sugeriu que as novas propostas sejam analisadas em calendário especial pelo plenário e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se comprometeu a dar celeridade à votação das PECs paralelas na Casa, disse a Agência Senado.

A PEC aprovada prevê mais rigor contra integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, com punições proporcionais à posição de cada integrante na hierarquia desses grupos.

Entre outros pontos, a Agência Senado apontou que a nova emenda à Constituição estabelece a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com essas organizações e amplia a proteção a denunciantes e familiares.

Outra mudança é a maior cooperação entre União, Estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade e a incorporação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição.

A PEC permite ainda a criação de polícias municipais, amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e institui novas regras para a atuação das polícias penais.

(Redação São Paulo)

REUTERS AC MCM

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