O ex-senador Romero Jucá (MDB) anunciou nesta segunda-feira, 6, que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados por Roraima. O anúncio foi feito em entrevista ao programa Rádio Verdade da rádio Equatorial 93FM.
"Nosso Estado é pequeno e compete com o restante do País. Precisamos ter uma bancada técnica e qualificada para fazer Roraima grande outra vez", afirmou.
Jucá deve concorrer a uma das oito vagas que o MDB pretende lançar para a Câmara no estado. A candidatura integra um plano mais amplo do partido, que articula ainda 25 nomes para a Assembleia Legislativa e confirmou a ex-senadora Teresa Surita como pré-candidata ao Senado. Teresa é ex-mullher de Jucá.
"Optamos por fazer um mix, reunindo pessoas com experiência em gestão, como Teresa, e novos nomes na política. Desta forma, reunimos um time de homens e mulheres que trazem o compromisso do MDB em fazer a boa política. Ou seja, a política que melhora de verdade a vida das pessoas", explicou o ex-senador.
Com 24 anos no Senado, ao longo de três mandatos consecutivos, o ex-parlamentar acumulou passagens por ministérios estratégicos: chefiou a Previdência Social no governo Lula em 2005 e o Planejamento no governo Temer em 2016. Foi líder do governo no Senado sob os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Também exerceu a função sob Temer até agosto de 2018, quando deixou o posto em discordância com a condução federal da crise migratória venezuelana em Roraima.
Natural de Pernambuco, Jucá iniciou a carreira política naquele estado e presidiu a Fundação Nacional do Índio (Funai) de 1986 a 1988. Nomeado por Sarney, foi o último governador do Território Federal de Roraima e o primeiro do estado, quando este foi criado pela Constituição de 1988, cargo que exerceu até 1990. Elegeu-se senador pela unidade federativa em 1994, 2002 e 2010. Em 2022, tentou novo mandato no Senado, mas não se elegeu.
O retorno de Jucá à disputa eleitoral ocorre em meio a pendências judiciais. Em 2019, ele virou réu no âmbito da Lava Jato. Em 2022, foi alvo de operação da Polícia Federal que investigava supostas fraudes em convênios com prefeituras de Roraima.



