O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atribuiu nesta quarta-feira, 19, o aumento das reclamações contra o serviço da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) após a privatização à substituição dos hidrômetros. Segundo ele, a companhia promoveu ajustes e o número de queixas vem diminuindo.
"O que aconteceu, do ponto de vista das reclamações na largada, está muito relacionado às trocas dos medidores", declarou em sabatina da Jovem Pan News . Tarcísio foi questionado sobre uma alta de 70% nas queixas de consumidores.
De acordo com o governador, os novos hidrômetros passaram a medir o consumo de forma diferente e permitiram detectar perdas que antes não eram registradas, o que provocou um pico de reclamações. "É um ajuste que a empresa fez imediatamente. O número de reclamações vem caindo continuamente", afirmou.
O governador afirmou ainda que os reajustes são necessários para repor a inflação e preservar a capacidade de investimento da empresa. Acrescentou que, em setores regulados pela base de ativos, a realização de obras amplia o patrimônio da companhia e tende a pressionar as tarifas.
Para amortecer esse efeito, segundo Tarcísio, o Estado destina integralmente os dividendos recebidos da Sabesp à redução das tarifas. O governo paulista permanece como o maior acionista da empresa, com participação de 18%.
"A tarifa vai aumentar? Vai. A da Sabesp pública também aumentaria. O que podemos garantir, porque está na lei e no contrato, é que a tarifa sempre vai caminhar abaixo", disse. Tarcísio afirmou que a tarifa atual é 15% inferior à que seria praticada caso a companhia permanecesse sob controle estatal.
Questionado se a Equatorial passou a controlar a companhia, Tarcísio respondeu que a Sabesp não possui acionista controlador. Segundo ele, o conselho de administração é formado por três representantes do Estado, três da Equatorial e três conselheiros independentes.
A Sabesp foi privatizada em julho de 2024, em uma operação de R$ 14,8 bilhões que reduziu a participação do governo paulista para 18%. A Equatorial adquiriu 15% da companhia por R$ 6,9 bilhões.



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