A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que apura o desvio de emendas parlamentares para o financiamento do filme Dark Horse, longa de ficção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal, sem ordens de prisão.
Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que assina o roteiro do filme, e Karina Gama, dona da Go UP Entertainment, produtora responsável pela obra. Outras 20 pessoas também são investigadas. A apuração corre sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Os investigadores apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que direcionava recursos a empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. Os crimes apurados incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitação. Segundo a PF, as tentativas de dissimulação seguiram até julho deste ano.
Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024. A investigação também alcança uma licitação de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo vencida pelo Instituto Conhecer Brasil, ligado a Karina, e aponta movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas do esquema. Mais de 90% do orçamento de Dark Horse foi bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso em novembro de 2025 por fraudes bilionárias. A defesa do deputado já negou a triangulação dos repasses e classificou a alegação como puramente especulativa.




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