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Para 54%, fala de Flávio sobre mudar Constituição não altera disposição de voto, diz pesquisa

Estadão

A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que se eleito presidente pretende promover mudanças na Constituição não altera a disposição de voto no candidato no 2º turno para 54% dos eleitores, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 15. Outros 19% dos entrevistados dizem que a fala diminui muito a disposição de voto no candidato, enquanto 13% consideram que aumenta muito a disposição de voto no presidenciável no 2º turno.

Para 3% dos entrevistados, a declaração de Flávio Bolsonaro aumenta um pouco a disposição de voto no senador, enquanto para 1% diminui um pouco. Outros 3% dos entrevistados não conheciam ou não tinham ouvido falar dessa declaração. Já 7% não sabem ou não opinaram.

Na semana passada, em evento em Goiânia, Flávio Bolsonaro afirmou que a direita terá, a partir de 2027, maioria para fazer os presidentes da Câmara e do Senado, realizar mudanças constitucionais e "redemocratizar esse país". No dia seguinte, na quarta-feira, 7, o candidato afirmou que respeitará à Constituição, mas defendeu alterações no texto constitucional, citando "várias Propostas de Emenda à Constituição (PECs) possíveis".

Entre os homens, 54,5% afirmam que a declaração não altera a disposição de voto no candidato, enquanto para 16,9% diminui muito e 14,2% aumenta muito. Entre as mulheres, 53,6% consideram que a fala não altera a disposição de voto, enquanto 21,6% dizem que diminui muito e 11,3% consideram que aumenta muito.

Esse é o quarto levantamento fruto da parceria firmada entre o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e a Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.

A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 13 e 14 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04629/2026.

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