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Nova pesquisa aponta cenário eleitoral instável para as duas vagas do Senado no Amazonas

Nova pesquisa aponta cenário eleitoral instável para as duas vagas do Senado no Amazonas

Uma nova pesquisa do instituto Action revela um cenário de forte indefinição entre o eleitorado amazonense para as eleições ao Senado, com a grande maioria dos entrevistados ainda sem um nome definido para uma das duas vagas em disputa em 2026. O levantamento também mostra diferenças expressivas de desempenho entre Manaus e o interior para os principais pré-candidatos testados, além de índices de rejeição elevados para alguns deles, com destaque para o governador Wilson Lima.

A pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de julho de 2026, com 2.685 entrevistas, margem de erro de 1,9 ponto percentual para mais ou menos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o nº AM-00163/2026 e foi assinado pelo estatístico João Caldas do Lago Neto.

Quando perguntados, sem citação de nomes, em quem votariam para o Senado, 85% dos entrevistados no total do estado responderam que não sabem — um percentual que sobe para 91% no interior e recua para 80% na capital. Nesse cenário espontâneo, Eduardo Braga aparece isolado na frente, com 13% das citações, seguido por Plínio Valério e o capitão Alberto Neto, empatados com 7% cada. Wilson Lima soma 4% de menções espontâneas, e os demais nomes testados não ultrapassam 2%.

Cenário para o Governo do Amazonas segue indefinido, aponta pesquisa Action
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Ao apresentar aos entrevistados uma lista com os nomes dos possíveis candidatos, o quadro muda de intensidade, mas não de liderança. Eduardo Braga soma 53% do total de citações (somando 1º e 2º voto), à frente do capitão Alberto Neto, com 37%, e de Wilson Lima, com 28%. Completam a lista Plínio Valério (22%), Marcelo Ramos (15%), Marcos Rotta (13%) e Chris Melchior (2%). Brancos, nulos e indecisos somam 13% e 8%, respectivamente.

A pesquisa mostra diferenças relevantes entre a capital e o interior do estado. Eduardo Braga tem desempenho mais forte no interior, onde chega a 65% das citações, contra 43% em Manaus. Já o capitão Alberto Neto tem melhor performance na capital (42%) do que no interior (30%). Wilson Lima segue o mesmo padrão de Braga: soma 41% no interior, mas apenas 17% em Manaus — reflexo, possivelmente, do desgaste do governador junto ao eleitorado da capital, mais exposto ao noticiário político estadual.

No quesito rejeição estimulada — em que o entrevistado indica em quais nomes não votaria de jeito nenhum —, Wilson Lima aparece na primeira posição, com 40% de rejeição no total do estado. O índice é puxado pela capital, onde a rejeição ao governador chega a 49%, quase o dobro do registrado no interior (29%).

Na sequência aparecem o capitão Alberto Neto (24% de rejeição) e Eduardo Braga (22%), seguidos por Plínio Valério e Marcelo Ramos, empatados com 17%. Apenas 7% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, e 1% disse rejeitar todos.

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