BRASÍLIA, 15 Out (Reuters) - Representantes da Meta disseram nesta quinta-feira ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estão trabalhando no aperfeiçoamento de filtros da Meta AI, o assistente de inteligência artificial desenvolvido pela companhia dona das redes sociais Instagram, WhatsApp e Facebook, informou a corte eleitoral após reunião entre as partes.
Segundo comunicado divulgado pelo TSE, o presidente e o vice-presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, reuniram-se com representantes da Meta "para debater as ferramentas utilizadas pela empresa que podem contribuir para o período eleitoral brasileiro".
O encontro ocorreu um dia após a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorrer ao TSE e até a Organização dos Estados Americanos (OEA) acusando a big tech de usar inteligência artificial e algoritmos para favorecer o adversário no segundo turno da eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O TSE disse, no comunicado desta quinta-feira, que a preocupação é promover uma “paridade de armas” entre os candidatos para que o eleitor possa escolher livremente.
"Segundo a empresa (Meta), nesta semana, as duas campanhas foram impactadas pela geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados", disse o TSE em comunicado.
Procurada, a Meta respondeu que no comunicado divulgado pelo TSE estão todas as informações disponíveis.
Os ministros do TSE, conforme a nota, mencionaram também o tema do uso dos canais de WhatsApp para promover conteúdo eleitoral. "A Meta informou que, de acordo com a política da empresa, as mensagens enviadas nos canais não são criptografadas", disse a empresa, segundo o TSE.
De acordo o TSE, a Meta se comprometeu ainda a empenhar os esforços necessários para vedar eventuais impulsionamentos de conteúdos de propaganda eleitoral feitos com moeda estrangeira.
(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Pedro Fonseca)
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