O presidente da Argentina, Javier Milei, não fará um pronunciamento oficial sobre a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições brasileiras, realizado no domingo, 25.
A informação foi confirmada nesta terça-feira, 27, pelo porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, durante entrevista coletiva na Casa Rosada, segundo o jornal argentino Clarín .
Questionado por jornalistas sobre a ausência de uma manifestação de Milei, Ravier afirmou que o governo tomou conhecimento do resultado eleitoral brasileiro, mas descartou a divulgação de um comunicado oficial, inclusive por parte do Ministério das Relações Exteriores argentino.
Ao justificar a decisão, o porta-voz afirmou que Lula não teria cumprimentado Milei após sua eleição. "Quando Javier Milei foi eleito, em 2023, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente ou algo do tipo. Por enquanto, não há nenhum comunicado que vamos divulgar", declarou Ravier.
A afirmação, porém, não é verdadeira. Lula fez uma postagem na rede social X em 19 de novembro de 2023, na qual defendeu que "a democracia é a voz do povo" e desejou "boa sorte e sucesso ao novo governo" argentino.
Milei apoiou publicamente Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha e intensificou as críticas a Lula nos últimos dias. Até esta terça-feira, o presidente argentino não havia se manifestado diretamente sobre o resultado, assim como o chanceler Pablo Quirno e outros integrantes do governo.
Lula recebeu 64,2 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário, que obteve cerca de 59,8 milhões de votos.
A disputa ocorreu após um primeiro turno apertado, em 4 de outubro, quando Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. Com o resultado, Lula garantiu seu quarto mandato presidencial e permanecerá no Palácio do Planalto até 2030.
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