RIO DE JANEIRO, 9 Out (Reuters) - O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, negou nesta sexta-feira rumores de que, se for eleito, tentará privatizar a Petrobras e outras empresas estatais.
Segundo ele, existe uma onda de boatos contra a sua candidatura para tentar reverter a liderança que teve no primeiro turno da eleição presidencial.
“Isso é uma boataria, é uma boataria atrás da outra”, disse Flávio a jornalistas na entrada de um encontro com apoiadores e empresários na zona sudoeste do Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno da eleição presidencial com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. As primeiras pesquisas após a votação de domingo mostram que o senador continua à frente do petista antes do segundo turno, marcado para o dia 25 deste mês.
Ao ser questionado se pretendia mudar o comando da estatal, caso seja eleito, o candidato do PL disse que primeiro é preciso mudar o presidente da República.
Durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, vários ativos e bens da empresa, como refinarias, foram vendidos, num movimento visto por alguns como uma tentativa de esvaziar e enfraquecer a companhia para viabilizar uma futura venda.
Flávio Bolsonaro acusou ainda o atual governo de estar preparando uma bomba para os consumidores brasileiros com programas de subsídio, subvenção e desoneração de combustíveis.
Nesta sexta-feira, o governo anunciou a ampliação dessas medidas para diesel, gasolina e etanol por 30 dias. O governo alega que essas iniciativas são necessárias para minimizar os impactos da guerra no Oriente Médio que afeta petróleo e derivados.
"O atual governo, muita gente não percebeu ainda, qual é a outra bomba que ele vai jogar no consumidor, quem usa moto, carros e caminhoneiros. O Lula pela Petrobras deu um subsídio de 2 reais no preço do diesel. Ele acaba no dia seguinte à eleição. É isso que esse governo irresponsável está fazendo“, disse Flávio.
Em entrevista coletiva em Brasília para anunciar a prorrogação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que ela tenha relação com o período eleitoral e disse que os preços internacionais do petróleo seguem pressionados por causa da guerra no Oriente Médio.
No início da tarde desta sexta, os preços do petróleo Brent LCOc1 operavam próximos a US$104, muito acima dos níveis ao redor de US$70 observados antes do início da guerra.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Alexandre Caverni e Eduardo Simões)
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