Investigadores da Polícia Federal teriam relatado ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que sofreram pressão para não produzir relatórios formais sobre material apreendido que envolveria o ministro Alexandre de Moraes, no contexto de investigações ligadas ao caso Banco Master, ocorridas em março de 2026.
Segundo relatos apresentados a Mendonça durante uma videoconferência, um delegado teria afirmado que os investigadores temiam sofrer consequências profissionais caso elaborassem análises formais sobre o conteúdo extraído dos dispositivos apreendidos na operação.
Os arquivos da corporação teriam sido enviados ao gabinete de Mendonça por meio de um HD criptografado, havendo divergência sobre se o envio partiu de iniciativa espontânea da PF ou de um pedido do próprio ministro. A cúpula da Polícia Federal teria orientado os delegados a não produzirem relatórios sem autorização judicial prévia, citando o histórico de conflitos institucionais envolvendo investigações sobre integrantes do STF.
Mendonça afirmou não ter tido acesso ao conteúdo do material e pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que os envolvidos sejam formalmente intimados a esclarecer a origem e a circulação dos dados.




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