O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), minimizou resultados de pesquisas de intenção de voto que mostraram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avançando na disputa pela Presidência da República.
"Primeiro, eu acho que é só comparar governos. Se você for verificar na saúde, o que nós vimos há poucos anos atrás na Covid foi negacionismo, uma ação contra a vacina, sendo que a vacina mudou o mundo. E o resultado disso foi que o Brasil tem 3% da população do mundo e teve 10,5% das mortes por Covid. Nós vemos um salto de qualidade", disse Alckmin, após participar de evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Carlos (SP).
"Sobre pesquisa (eleitoral), ela é a fotografia do momento, nós estamos a praticamente oito meses das eleições e com absoluta confiança de que, no momento certo, a população brasileira fará um julgamento comparando governos. E é inegável que o Brasil avançou", completou. Em seguida, ele citou as taxas de desemprego e de inflação, a queda do desmatamento, a presidência brasileira da COP30 e programas como o Pé-de-Meia.
Sobre a desincompatibilização do MDIC, Alckmin disse que a legislação determina que quem quiser disputar a eleição precisa deixar o ministério, mas não a Vice-Presidência. "Então, cumprindo rigorosamente a lei, na semana que vem, nós devemos nos afastar (do ministério)".
Questionado sobre o cargo que deverá disputar, ele respondeu: "Na vida, a gente não escolhe. É a vida pública que nos escolhe. Tem dois ansiosos na vida, políticos e jornalistas".
Pesquisa mostrou avanço de Flávio Bolsonaro
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 25, mostra o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Lula em uma disputa de segundo turno. Flávio tem 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Outros 5,8% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos.
Comparado com a pesquisa anterior da Atlas/Bloomberg, divulgada em fevereiro, Lula oscilou 0,4 ponto porcentual para cima, enquanto Flávio variou positivamente 1,3 ponto percentual.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.028 brasileiros através de recrutamento digital aleatório entre os dias 18 e 23 de março. O índice de confiabilidade é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.


