Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram nesta segunda-feira (7) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, na qual pedem a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário delibere sobre a crise institucional que atinge o tribunal. No documento, os signatários dizem ter "absoluta convicção" de que Fachin designará a sessão com toda a urgência, para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração dos fatos, sob o devido processo legal.
Assinam a carta Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber. O grupo, que reúne ex-presidentes do Supremo, classifica o momento como a mais aguda crise da história do tribunal e afirma que os "gravíssimos fatos" em apuração comprometem o prestígio e a autoridade da Corte, com reflexos sobre a estabilidade democrática.
A crise se agravou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório de inteligência da Polícia Federal, com 218 páginas, produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material aponta 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Moraes reagiu pedindo a apuração da conduta de Mendonça por suposto abuso de autoridade, e veio a público em seguida o registro de uma reunião entre Mendonça e Vorcaro em março de 2025.



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