A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) deflagrou, entre os dias 5 e 8 de maio, a Operação Pouso Negado. A ofensiva teve como objetivo desarticular a logística aérea do tráfico internacional de drogas, destruindo pontos estratégicos usados por organizações criminosas para o escoamento de entorpecentes em áreas remotas do estado.
A ação foi um esforço coordenado entre a Polícia Federal, a Polícia Militar do Amazonas (através da Companhia de Operações Especiais), a Polícia Nacional do Peru (DIRANDRO) e o Grupo Especial de Segurança de Fronteira do Mato Grosso (GEFRON/MT).
As equipes identificaram e destruíram três pistas de pouso clandestinas situadas em pontos geográficos isolados que serviam como entrepostos para o crime organizado. As estruturas estavam localizadas nos seguintes municípios:
Novo Airão
Careiro
Maués
De acordo com as investigações, essas pistas foram fundamentais em pelo menos três operações anteriores que resultaram na apreensão de aproximadamente uma tonelada de drogas. A destruição física desses locais visa interromper o fluxo de aeronaves que cruzam a fronteira com cargas ilícitas.
A operação reafirma o papel da FICCO/AM como uma barreira multisetorial contra o narcotráfico. A força-tarefa é composta por órgãos das esferas federal, estadual e municipal, incluindo:
Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal;
Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e Inteligência (SEAI);
Polícias Civil e Militar do Amazonas;
Secretaria de Administração Penitenciária e Segurança Municipal.
A integração com forças de outros estados (Mato Grosso) e países vizinhos (Peru) destaca a complexidade e a abrangência do combate às rotas internacionais que utilizam o território amazonense como corredor logístico.



