Mato Grosso do Sul contabiliza 13 presos condenados a penas superiores a 100 anos de prisão, de acordo com dados da plataforma de informações penais do sistema penitenciário nacional. O grupo representa apenas 0,07% dos 18.110 detentos que cumprem pena no estado. Todos são homens, autores de crimes que vão de assassinatos em série a estupro.
O caso mais grave é o de Luiz Alves Martins Filho, conhecido como "Nando", que soma 214 anos e 10 meses de condenação por homicídios e destruição de cadáveres. Ele matou 16 jovens no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, tendo como alvos preferenciais pessoas em situação de vulnerabilidade, como usuários de drogas e profissionais do sexo. Em maio, a defesa chegou a pedir prisão domiciliar por problemas de saúde, mas o pedido foi negado diante da periculosidade considerada extremamente elevada.
Outro nome na lista é Cléber de Souza Carvalho, apelidado de "Pedreiro Assassino", sentenciado a 120 anos e 11 meses por sete homicídios. Preso desde maio de 2020, ele confessou os crimes com detalhes frios sobre a forma como agiu. Também aparece um morador de Ribas do Rio Pardo, condenado a 100 anos e 11 meses por uma série de agressões e abusos sexuais cometidos contra a companheira, filhas, enteada e cunhada entre 2007 e 2022.
Completa o grupo um homem que recebeu 129 anos de prisão por homicídios ligados a uma organização criminosa que agiu em Três Lagoas, alvo de operação policial em 2018. Apesar das penas somadas ultrapassarem um século, o tempo efetivo de cadeia costuma ser bem menor por causa das regras de progressão de regime previstas na legislação penal brasileira e na jurisprudência dos tribunais superiores.




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