Uma criança de 10 anos denunciou, por meio de uma carta entregue à mãe, ser vítima de abusos sexuais supostamente cometidos pelo padrasto na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. No texto, a menina pediu que a mãe lesse a mensagem e relatou que os episódios teriam começado quando ela tinha oito anos. Ela também explicou por que havia mantido silêncio até então: dizia perceber a felicidade do casal e temia causar tristeza à mãe.
Após ter contato com o relato da filha, a mãe instalou um equipamento de gravação na residência para apurar a veracidade da denúncia. O áudio obtido teria confirmado as acusações feitas pela criança. Um dia depois do último episódio relatado, o suspeito foi levado a uma delegacia, prestou depoimento e foi liberado na sequência. O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Luzia, na Grande BH, onde um inquérito policial foi aberto e uma medida protetiva em favor da menina foi solicitada às autoridades.
Desde que a denúncia veio à tona, o homem não retornou mais à casa da família e deixou de atender às ligações da companheira. Sem condições financeiras para manter o aluguel do imóvel sozinha, a mãe precisou deixar a residência com a filha. Em depoimento, ela demonstrou revolta com a liberação do investigado e cobrou uma resposta mais rápida do sistema de justiça, afirmando que a lembrança do momento em que a criança lhe contou o ocorrido continua presente em seu dia a dia.
A Polícia Civil de Minas Gerais mantém as diligências em andamento para apurar todos os fatos e concluir o inquérito. O suspeito permanece em liberdade enquanto a investigação prossegue. Em casos de suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes, denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelo Disque 100.




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