O homem responsável pela morte de Marta Leila Silva Neto foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Coxim, em Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu em janeiro de 2024, no distrito de Silviolândia, a 253 quilômetros de Campo Grande, e foi o terceiro feminicídio registrado no estado naquele ano. Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
De acordo com a apuração policial, a vítima decidiu encerrar o relacionamento depois de uma discussão provocada por ciúmes e pediu que o companheiro deixasse a residência. Ele saiu, mas retornou pouco tempo depois armado com uma faca e desferiu 11 golpes contra Marta, que não resistiu aos ferimentos. O casal estava junto havia cerca de seis anos.
Durante a sessão de julgamento, o conselho de sentença negou o pedido de absolvição feito pela defesa e descartou o argumento de que o ataque teria sido praticado sob domínio de violenta emoção. Foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio. Na dosimetria da pena, a Justiça levou em conta a gravidade do crime, os relatos de comportamento controlador e violento por parte do réu e o fato de a vítima deixar dois filhos.
Além da pena privativa de liberdade, a sentença fixou indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à família de Marta. A prisão preventiva foi mantida e o condenado começará a cumprir a pena em regime fechado. Logo após o crime, em 2024, ele tentou tirar a própria vida e chegou a ser internado no Hospital Regional Álvaro Fontoura, sendo transferido no dia seguinte para a Santa Casa de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, apesar do relacionamento conturbado, não havia registro anterior de denúncia de violência feita pela vítima.
Onde buscar ajuda: vítimas de violência doméstica podem acionar a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 , que garante anonimato, ou a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência.



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