23 Jun (Reuters) - A Comissão Europeia deve intensificar uma investigação sobre a Meta , alegando que suas redes sociais são projetadas para causar dependência em crianças, informou a Bloomberg News nesta terça-feira, citando fontes a par do assunto.
A empresa controladora do Instagram vem sendo alvo de críticas devido a preocupações com o impacto de suas plataformas no bem-estar e na segurança online dos jovens usuários.
A Comissão Europeia está preparando conclusões preliminares que acusam o Facebook e o Instagram, da Meta, de utilizar práticas de design que mantêm os jovens usuários viciados, segundo a reportagem.
Os órgãos reguladores ainda não definiram uma data para o anúncio das conclusões, informou a Bloomberg News.
A Meta e a Comissão Europeia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. A Reuters não conseguiu verificar a reportagem de forma independente.
A comissão está considerando restrições semelhantes às anunciadas pelo Reino Unido e outros países, após um painel de especialistas apresentar recomendações no próximo mês, segundo a reportagem.
A Comissão abriu pela primeira vez uma investigação sobre a empresa com base na Lei dos Serviços Digitais em maio de 2024, devido a preocupações de que ela não tivesse abordado adequadamente os riscos para as crianças.
Em abril, a UE acusou a Meta de violar suas regras de tecnologia e afirmou que a gigante do setor deve tomar medidas adicionais para impedir que crianças menores de 13 anos acessem as redes sociais.
Nos EUA, a Meta tem pressionado o Congresso por imunidade legal contra acusações de danos a crianças, já que a gigante da tecnologia enfrenta milhares de ações judiciais movidas por jovens usuários e suas famílias, informou a Reuters com exclusividade na semana passada.
Um júri de Los Angeles chegou a um veredicto histórico em março, considerando a Meta e o Google, da Alphabet , negligentes por projetarem plataformas de mídia social prejudiciais aos jovens.
(Reportagem de Anhata Rooprai em Bengaluru)



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