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Trump diz que não decidiu sobre Irã, mas admite que uso de força militar pode ser necessário

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre o Irã, mas indicou que a opção militar permanece sobre a mesa. Questionado se poderia usar força contra Teerã, respondeu: "eu não quero, mas às vezes é preciso".

Falando com jornalistas na Casa Branca, ao ser perguntado se eventuais ataques poderiam levar a um conflito mais amplo, Trump disse que "sempre há risco". Ele reiterou, ainda, que o Irã "não pode ter arma nuclear".

O presidente dos EUA também declarou estar insatisfeito com o andamento das negociações. "Não estou feliz com o fato de que eles não estão dispostos a nos dar o que precisamos ter. Não estou nada satisfeito com isso", afirmou. "O Irã não está dizendo as palavras mágicas: 'sem arma nuclear'", pontuou.

Em outro momento, o republicano reforçou que não está contente com a forma como as negociações estão se desenvolvendo, mas acrescentou que novas conversas são esperadas. Segundo ele, haverá conversas adicionais ainda hoje. "Estamos negociando. Vamos ver o que acontece com o Irã, tudo vai acabar bem", acrescentou, embora tenha dito também que não considera que esteja negociando "de boa-fé e com consciência".

As declarações de Trump ocorrem em meio à escalada de alertas internacionais relacionados ao Irã. Mais cedo, a China orientou seus cidadãos a deixarem o país "o mais rápido possível", citando o aumento dos riscos à segurança e a intensificação das tensões no Oriente Médio. A recomendação veio após mais uma rodada de negociações nucleares entre Washington e Teerã terminar sem acordo, com nova reunião prevista para a próxima semana, em Viena.

Outros países também reforçaram avisos consulares. Reino Unido, Alemanha, França e Canadá aconselharam seus cidadãos a deixarem o Irã e, em alguns casos, Israel, diante do risco de agravamento do conflito. O governo alemão desaconselhou viagens ao território iraniano e alertou para risco de prisão arbitrária, enquanto o Canadá afirmou que as hostilidades podem ser retomadas "com pouco ou nenhum aviso prévio".

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