O desfecho das negociações entre os Estados Unidos e o Irã foi adiado por pelo menos mais uma semana. Após uma reunião de duas horas com seus conselheiros de segurança nacional na Casa Branca, o presidente Donald Trump decidiu não assinar a proposta atual e devolveu o texto com uma série de exigências e modificações. Dias antes, o próprio governo americano havia sinalizado que o tratado para um cessar-fogo definitivo estava praticamente pronto.
O recuo de Trump travou o avanço diplomático devido a três pontos centrais que o presidente americano considera inegociáveis:
Controle Nuclear Rígido: Trump exige termos muito mais duros sobre o programa nuclear iraniano, incluindo a eliminação dos estoques de urânio altamente enriquecido, medida que sofre forte resistência por parte de Teerã.
Livre Navegação Marítima: O governo americano exige a reabertura imediata e sem taxas do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o comércio global de petróleo, além da retirada de todas as minas navais da região.
Bloqueio Financeiro: Ao contrário do Irã, que exige o fim imediato das sanções econômicas e a liberação de recursos financeiros para assinar o documento, Trump deixou claro que nenhum dinheiro será liberado nesta fase inicial do acordo.
Enquanto os diplomatas tentam reescrever o texto para salvar o tratado, o clima de desconfiança mútua aumentou. O Paquistão segue atuando como o principal mediador entre as duas potências para tentar alinhar as pesadas exigências americanas com o limite de concessões que o governo iraniano aceita cumprir.



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