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Taxas dos DIs sobem com eleição novamente no foco das atenções

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Taxas dos DIs sobem com eleição novamente no foco das atenções
Taxas dos DIs sobem com eleição novamente no foco das atenções

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 22 Out (Reuters) - As taxas dos DIs operavam em alta nesta manhã de quinta-feira com a curva no Brasil novamente reagindo ao cenário eleitoral, de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.

À espera da nova pesquisa do Datafolha, programada para o início da noite, os investidores demonstravam cautela no mercado de DIs.  

Às 10h09, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,86%, em alta de 9 pontos-base ante o ajuste de 12,775% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,785%, com elevação de 4 pontos-base ante 12,743%.

Nas pesquisas eleitorais mais recentes, Flávio segue à frente de Lula nas intenções de voto, mas a diferença entre os dois parece estar diminuindo. Na quarta-feira, a Quaest indicou uma diferença de 1 ponto percentual nas intenções de voto, com os dois empatados tecnicamente. Além disso, a rejeição de Flávio é 5 pontos percentuais maior que a de Lula. 

Operador ouvido pela Reuters citou a queda da rejeição de Lula -- que na véspera já havia dado suporte às taxas -- como um dos fatores para a alta da curva nesta quinta-feira.

A leitura de boa parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.  

Na campanha, após Lula decidir abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desafiando Flávio a fazer o mesmo, o senador colocou várias condições para isso.

Flávio exigiu que Lula também levante os sigilos telefônicos e telemáticos de assessores, auxiliares e seguranças, incluindo seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Em resposta, a campanha de Lula aceitou.

No exterior, a manhã é até o momento de maior aversão ao risco, com os principais índices de ações em queda na Europa, o petróleo Brent subindo para perto dos US$112 o barril e o dólar em alta ante boa parte das demais divisas. A demanda por títulos norte-americanos colocava os rendimentos dos Treasuries em baixa. 

Às 10h07, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 11 pontos-base, a 5,034%.  

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h08 desta quinta-feira:    

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,499 13,482 0,017

JAN/28 12,86 12,775 0,085

JAN/29 12,655 12,565 0,09

JAN/30 12,67 12,582 0,088

JAN/31 12,68 12,603 0,077

JAN/35 12,785 12,743 0,042

(Edição de Eduardo Simões)

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