CHICAGO, 15 Out (Reuters) - Os futuros da soja nos Estados Unidos caíram pela quarto dia consecutivo nesta quinta-feira, atingindo a menor cotação em sete semanas, já que a colheita em pleno andamento — que deve resultar em uma safra recorde nos EUA — compensou o apoio proveniente da retomada da demanda chinesa, segundo analistas.
Os futuros do milho recuaram diante de perspectivas climáticas favoráveis para a colheita. O trigo recuou, à medida que o apoio inicial decorrente das preocupações com o transporte marítimo no Mar Negro deu lugar a vendas técnicas e à pressão indireta causada pela queda dos preços do milho e da soja.
Um recente período de tempo seco no Meio-Oeste dos EUA permitiu que os agricultores acelerassem a colheita das culturas de verão, e muitos produtores estavam colhendo a soja antes do milho. Chuvas retardaram o ritmo dos trabalhos no campo na região oeste do Meio-Oeste nesta quinta-feira, mas um padrão mais seco era esperado para a próxima semana, segundo meteorologistas.
A soja com vencimento em novembro na bolsa de Chicago (CBOT) caiu 14,25 centavos, para US$12,63 o bushel. O milho com vencimento em dezembro caiu 2,75 centavos, para US$4,78 o bushel, mantendo-se dentro de uma faixa de negociação estreita após ter despencado na semana passada, em resposta a uma perspectiva de safra inesperadamente grande divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA.
A soja não se abalou com as notícias de mais compras de produtos norte-americanos pela China, já que o ritmo de compras do maior importador mundial não tem sido tão forte quanto alguns operadores esperavam. A China concordou em comprar 25 milhões de toneladas por ano durante recentes negociações comerciais, segundo a Casa Branca, e dados do governo mostraram que o país cumpriu cerca de metade do compromisso até o momento.
“É bom ver que eles estão comprando, mas ainda não estamos onde precisamos estar”, disse Brodrick Schmidt, analista da US Commodities.
A moagem doméstica de soja nos EUA no mês passado também ficou aquém das expectativas, de acordo com um relatório mensal da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas divulgado nesta quinta-feira.
Os futuros de trigo para dezembro na CBOT fecharam com queda de 3,25 centavos, a US$6,70 o bushel. As vendas no contrato de referência aumentaram depois que ele ultrapassou sua média móvel de 100 dias, mas posteriormente não conseguiu se manter acima desse importante nível técnico.
(Reportagem adicional de Gus Trompiz, em Paris, e de Daphne Zhang e Lewis Jackson, em Pequim)
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