MOSCOU, 24 Abr (Reuters) - A Rússia disse nesta sexta-feira que se solidarizava com Cuba e que continuaria a fornecer ajuda humanitária à ilha governada pelos comunistas, rejeitando o que descreveu como chantagem e ameaças de Washington.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que espera ter a honra de "tomar Cuba", embora, ao mesmo tempo, Washington esteja pedindo que Havana abra a economia e permita maiores liberdades políticas.
"Contra o pano de fundo da escalada direcionada e maliciosa contra Cuba, reafirmamos nossa solidariedade com o governo cubano e o povo cubano", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, a repórteres.
"Rejeitamos chantagens e ameaças na política externa, o que também se aplica à atual pressão agressiva de Washington sobre Havana, com o objetivo de interferir de forma grosseira nos assuntos internos de Cuba, a fim de romper a condição de Estado cubano."
Cuba foi um aliado próximo de Moscou durante décadas, desde a revolução comunista de 1959, que levou Fidel Castro ao poder, até o colapso da União Soviética em 1991. Mais recentemente, a Rússia apoiou a ilha com financiamento e bens materiais.
"A Rússia e Cuba têm uma relação histórica próxima. Sempre estivemos ao lado de Cuba em sua luta pela independência, em seu direito de viver de acordo com suas próprias regras, desenvolver-se em seu próprio caminho e defender seus próprios interesses", disse Zakharova.
"Continuaremos a fornecer assistência humanitária a Cuba durante esse período difícil de confronto alimentado artificialmente."
O navio-tanque Anatoly Kolodkin, de bandeira russa, descarregou cerca de 700.000 barris de petróleo bruto russo no final de março na Baía de Matanzas, em Cuba, desafiando um bloqueio de combustível dos EUA. O governo Trump disse que permitiu a entrega por motivos "humanitários".
(Reportagem de Filipp Lebedev e Maxim Rodionov)



