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Russell Brand tentou me arrastar para dentro do banheiro, diz mulher em tribunal britânico

Reuters
Russell Brand tentou me arrastar para dentro do banheiro, diz mulher em tribunal britânico
Russell Brand tentou me arrastar para dentro do banheiro, diz mulher em tribunal britânico

Por Michael Holden

LONDRES, 16 Out (Reuters) - Uma das seis mulheres que acusam Russell Brand de crimes sexuais declarou, nesta sexta-feira, em um tribunal de Londres, que o ator e comediante britânico se transformou em um “maníaco com olhar alucinado” quando tentou arrastá-la para dentro de um banheiro em seu local de trabalho.

Brand, que já foi um dos apresentadores mais famosos do Reino Unido e ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, está sendo julgado sob acusação de três crimes de estupro, três de agressão sexual e um de ato obsceno contra seis mulheres entre 1999 e 2009.

O comediante de 51 anos nega as acusações e disse à polícia, após sua prisão, que nunca se envolveu em atividades sexuais não consentidas.

A segunda das denunciantes contou à Corte da Coroa de Southwark, em Londres, que, em 2001, Brand tentou puxá-la para dentro do banheiro masculino da MTV Europe, em Londres, onde ela trabalhava.

Inicialmente, ela disse ter trocado “brincadeiras” com Brand sobre a camiseta que ele usava, da qual ela disse ter gostado, mas afirmou que o comportamento dele mudou depois que ela o acompanhou para mostrar onde ficavam os banheiros.

Ela disse que Brand estava bastante afável, mas depois se transformou em “um maníaco com olhar alucinado tentando me puxar para dentro do banheiro”.

“Ele me agarrou pelo braço e começou a me puxar, dizendo ‘vamos, entre comigo’”, disse ela. “Ele começou quase a implorar: ‘vai lá, vai lá, entre’.”

Ela disse que, embora ele tivesse agarrado seu braço com força, ela conseguiu se soltar.

“Eu disse a ele: ‘O que você está fazendo? Você está louco? Me solta’”, contou ela ao tribunal.

Ela disse que, quando ele percebeu que “não ia rolar” porque ela era forte demais, ele foi para o banheiro. O incidente todo durou cerca de 20 segundos, segundo ela.

A mulher não relatou o que havia acontecido ao seu empregador na época, dizendo que seria apenas a palavra dela contra a dele, mas foi à polícia depois de assistir a um documentário de 2023 sobre Brand.

O advogado dele, Ian Winter, argumentou que Brand a havia implorado para entrar no banheiro para algum tipo de atividade sexual e que ele havia aceitado o fato de que ela não estava consentindo, tendo a visão dela sobre o ocorrido mudado depois que ela assistiu ao documentário.

Foi um “incidente muito breve e de pouca gravidade, em que ele tentou levá-la ao banheiro, você se recusou e ele deixou o assunto de lado”, sugeriu ele.

O julgamento, que deve durar cerca de seis semanas, continua.

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