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Rubio chama governo do Irã de 'terrorista' e diz que EUA buscam destruir mísseis balísticos

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a ofensiva militar contra o Irã tem objetivos claros e busca enfraquecer a capacidade militar de Teerã, especialmente seus sistemas de mísseis. Segundo ele, as forças americanas também atuam para reduzir o poder naval iraniano em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

O secretário também afirmou que as forças dos Estados Unidos estão tentando destruir a marinha do Irã como parte da operação militar em andamento. Segundo ele, a ofensiva busca conter a ameaça regional representada por Teerã. "O Irã está atacando todos ao seu redor. Está atacando alvos civis. O governo iraniano é terrorista", declarou.

De acordo com Rubio, "os objetivos da missão no Irã são claros", com foco na destruição de mísseis balísticos e de suas plataformas de lançamento. "A cada dia, o governo do Irã tem menos mísseis e lançadores", disse.

Rubio acrescentou que o resultado da operação tornará o cenário internacional mais seguro. "O mundo será mais seguro assim que nossa missão no Irã for concluída", afirmou.

As declarações ocorrem em meio à intensificação da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Nos últimos dias, forças americanas e israelenses ampliaram ataques contra alvos militares iranianos, enquanto Teerã respondeu com mísseis e drones contra Israel e países do Golfo, além de atingir infraestrutura energética na região.

Ao mesmo tempo, surgem questionamentos sobre um ataque ocorrido em 28 de fevereiro na cidade iraniana de Minab, na província de Hormozgan, que atingiu um complexo próximo a uma escola e deixou mais de 165 mortos, a maioria crianças.

Análise de especialistas ouvidos pela Associated Press e pelo grupo investigativo Bellingcat indica que o ataque pode ter sido realizado com um míssil de cruzeiro Tomahawk - armamento utilizado pelos Estados Unidos na campanha militar. Autoridades americanas ainda investigam o episódio, enquanto o governo do presidente Donald Trump nega responsabilidade direta pela explosão na escola.

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