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Republicanos e democratas apresentam argumentos finais para eleições de meio de mandato, e Michigan agita disputa

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Republicanos e democratas apresentam argumentos finais para eleições de meio de mandato, e Michigan agita disputa
Republicanos e democratas apresentam argumentos finais para eleições de meio de mandato, e Michigan agita disputa

Por Nathan Layne e Nandita Bose

DETROIT/WASHINGTON, 2 Nov (Reuters) - Os democratas tentaram conter uma divisão na disputa pelo Senado dos EUA em Michigan depois que um de seus membros cruzou as linhas partidárias para apoiar o candidato republicano, enquanto o presidente Donald Trump intensificou nesta segunda-feira esforços jurídicos para intervir na contagem dos votos, à medida que os partidos apresentavam argumentos finais na véspera das eleições de meio de mandato que determinarão o controle do Congresso.

Em um fim de semana agitado, a deputada federal Haley Stevens, que perdeu as primárias democratas para o Senado de Michigan para Abdul El-Sayed em uma disputa acirrada, repentinamente passou a apoiar o republicano Mike Rogers e apareceu com ele em uma igreja em Detroit. A disputa é fundamental para as esperanças dos democratas de acabar com a maioria de 53 a 47 no Senado, atualmente nas mãos dos republicanos de Trump.

Trump, que vem realizando comícios diários em todo o país em apoio aos candidatos republicanos, apresentou na segunda-feira um pedido de emergência à Suprema Corte dos EUA para impedir temporariamente que a Califórnia conte os votos por correspondência de mais de 20 mil eleitores registrados que, segundo autoridades federais, provavelmente não são cidadãos norte-americanos.

A Califórnia afirmou que a ação judicial poderia privar 20 mil eleitores do direito de voto com base em acusações vagas e que o processo do governo para identificar não cidadãos era falho e propenso a erros.

Um porta-voz da campanha de El-Sayed informou que a campanha arrecadou US$2,4 milhões no domingo, sua maior arrecadação em um único dia, impulsionada por doações de pequeno valor, com média de US$ 36,74, provenientes de mais de 65 mil doadores.

Analistas apartidários, em geral, consideram mais provável que os democratas conquistem a maioria na Câmara dos Deputados. Conquistar o controle do Senado será mais complicado; esses analistas agora consideram as disputas em estados tradicionalmente de tendência republicana — incluindo Texas, Kansas e Iowa — competitivas para o partido da oposição, o que lhe dá mais opções para alcançar a maioria.

O controle de qualquer uma das casas restringiria a capacidade de Trump de aprovar leis e daria aos democratas poder para investigar seu governo, enquanto a maioria no Senado também lhes permitiria bloquear seus indicados para tribunais federais, incluindo a Suprema Corte.

De acordo com o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, 55 milhões de votos já foram dados presencialmente e pelo correio, um número superior aos 45 milhões registrados nas eleições de meio de mandato de 2022.

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