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Presidente do México diz que manterá programa de médicos cubanos

Presidente do México diz que manterá programa de médicos cubanos
Presidente do México diz que manterá programa de médicos cubanos

CIDADE DO MÉXICO, 25 Mar (Reuters) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira que o México manterá seu acordo com Havana para que os médicos cubanos trabalhem no país, após algumas nações vizinhas se retirarem de tais acordos em meio à pressão dos Estados Unidos.

"Temos um acordo muito bom que também tem sido de grande ajuda para nós. É um acordo bilateral que tem sido muito benéfico para o México", disse Sheinbaum durante coletiva de imprensa diária pela manhã.

O México se tornou um importante anfitrião para a prática médica cubana, com milhares de médicos e especialistas enviados ao país desde 2022 para trabalhar em áreas rurais mal atendidas.

O programa de missões médicas é uma das maiores fontes de renda estrangeira para o governo cubano, para quem os países que decidiram encerrar seus convênios cederam à pressão de Washington.

Os Estados Unidos impõem um embargo comercial a Cuba desde 1960 e, neste ano, o governo Trump intensificou a ameaça de tarifas sobre os países que enviam petróleo para a ilha, onde a escassez de combustível causou o agravamento de apagões de energia e prejudicou serviços essenciais.

O México, que suspendeu suas remessas de petróleo para a maior ilha do Caribe, está entre os vários países que enviaram ajuda humanitária a Cuba.

Bahamas, Honduras, Guatemala, Jamaica e Guiana anunciaram planos para encerrar os acordos com Cuba no âmbito do programa que, segundo os EUA, explora os profissionais da saúde e equivale a trabalho forçado.

Os países anfitriões, onde as comunidades rurais dependem dos serviços prestados pelos médicos e enfermeiros cubanos, rejeitam a alegação. Autoridades afirmam que os salários e os padrões de trabalho dos médicos estão de acordo com as leis locais e internacionais.

Embora países da região tenham se oposto por muito tempo ao embargo dos EUA a Cuba, uma onda de governos alinhados à direita mudou o posicionamento.

No ano passado, Argentina e Paraguai juntaram-se a um punhado de nações em todo o mundo contrárias ao fim do embargo dos EUA. A Costa Rica rompeu relações com Cuba no início deste mês e o Equador expulsou a equipe diplomática de sua capital.

Após Trump dizer, na semana passada, que poderia fazer "tudo o que quiser" com Cuba, autoridades cubanas disseram estar preparadas para a improvável possibilidade de um envolvimento militar.

(Reportagem de Raul Cortes e Iñigo Alexander)

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