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Presidente do BCE diz que “não seria uma boa ideia” concorrer à Presidência da França

Reuters
Presidente do BCE diz que “não seria uma boa ideia” concorrer à Presidência da França
Presidente do BCE diz que “não seria uma boa ideia” concorrer à Presidência da França

PARIS, 30 Set (Reuters) - A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que “não seria uma boa ideia” concorrer às eleições presidenciais da França em 2027, declarando ao jornal La Croix nesta quarta-feira que, caso decidisse deixar o cargo antecipadamente em 2027, isso ocorreria apenas por alguns meses.

“Isso não seria uma boa ideia de forma alguma”, disse Lagarde, segundo a reportagem. “Primeiro, há a questão da vitalidade, da energia e da força. Há também uma sensação inevitável de sacrifício nesse tipo de compromisso. E eu tenho 70 anos.”

Os comentários de Lagarde parecem pôr fim às especulações de que ela poderia deixar o BCE antecipadamente para concorrer à Presidência da França no ano que vem.

 A membro do BCE Isabel Schnabel renunciou na semana passada para assumir um cargo de alto escalão no Fundo Monetário Internacional, dando início a uma longa reorganização na cúpula da instituição financeira mais poderosa da Europa.

Lagarde afirmou que a França se encontra atualmente em uma situação financeira perigosa.

“Quando sua dívida se aproxima de 120% do PIB, sem uma trajetória clara para controlar seu crescimento, isso é um problema sério”, disse ela. “São necessários um caminho crível a seguir, determinação coletiva e reformas para restaurar a confiança.”

Ela disse que a França precisa reduzir a burocracia, aprofundar as reformas no mercado de trabalho e lidar com um sistema de aposentadorias que está sob pressão devido ao aumento da expectativa de vida.

Ela se mostrou mais otimista quanto à solidez do sistema financeiro europeu.

“Não estamos nem em 2008 nem em 2011: o sistema financeiro europeu está muito mais robusto”, disse ela, observando que países como Grécia, Portugal e Irlanda, que passaram “por crises muito dolorosas, colocaram suas finanças públicas em ordem... e, desde então, voltaram a apresentar um crescimento que, muitas vezes, está acima da média”.

(Reportagem de Gabriel Stargardter e Leigh Thomas; )

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