O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou nesta terça-feira (8) o decreto 1368, que levanta a suspensão geral das autorizações para porte de armas de fogo no país. A restrição estava em vigor havia cerca de dez anos: foi criada em dezembro de 2015, no governo de Juan Manuel Santos, e mantida pelas gestões seguintes, de Iván Duque e Gustavo Petro.
Com a medida, os cidadãos que já têm permissão vigente, sem suspensão individual, cancelamento ou vencimento, voltam a poder andar armados com o armamento registrado, sem precisar de autorização adicional. O governo afirma que não se trata de porte livre. Continuam valendo exigências como idade mínima de 25 anos, ausência de antecedentes criminais, exames médicos e psicológicos, comprovação de conhecimento no manejo da arma e a fiscalização do Ministério da Defesa, que pode suspender ou cancelar permissões individualmente.
Ao justificar a decisão, De la Espriella afirmou que cidadãos que cumprem a lei ficaram desarmados enquanto criminosos seguiram se armando ilegalmente. Segundo dados oficiais citados pelo governo, entre janeiro e setembro deste ano foram apreendidas cerca de 15,7 mil armas de fogo no país, sendo 14.179 ligadas a crimes e 980 relacionadas a organizações criminosas como o Clã do Golfo e a guerrilha do ELN.



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