Por Jason Lange
WASHINGTON, 24 Ago (Reuters) - A aprovação pública nos Estados Unidos em relação à guerra com o Irã caiu para seu nível mais baixo desde os primeiros dias do conflito, contribuindo para manter a popularidade do presidente Donald Trump em um nível recorde de baixa, mostrou pesquisa da Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira.
Realizada durante quatro dias, a pesquisa mostrou que 31% dos norte-americanos apoiam a ação militar dos EUA contra o Irã, uma queda em relação aos 37% registrados na rodada de março da Reuters/Ipsos, e aos 34% no início do mês. A queda foi impulsionada por um número menor de pessoas que se identificam como republicanas apoiando o conflito. Cerca de 69% dos entrevistados republicanos apoiam a guerra, em comparação com 77% em março.
A guerra vem prejudicando a popularidade de Trump neste ano e, pela segunda pesquisa consecutiva, uma parcela de 33% dos entrevistados aprova o desempenho do republicano na Casa Branca, nível mais baixo na série da Reuters/Ipsos durante o primeiro e o segundo mandato de Trump.
Trump disse aos norte-americanos que a guerra -- iniciada com ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro -- é necessária para impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. O conflito esfriou nos últimos meses, mas o Irã manteve em vigor um bloqueio às exportações de petróleo da região, o que elevou os preços da gasolina nos EUA a níveis próximos de recordes históricos.
Trump prometeu intensificar a pressão econômica sobre o Irã, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou nesta segunda-feira uma possível ampliação das sanções contra países que mantêm relações comerciais com o Irã, mas não chegou a impor penalidades de fato, sintoma de quão espinhoso o conflito se tornou para o governo.
GUERRA PROLONGADA
Cerca de 83% da população acredita que a guerra vai se prolongar “por um longo período”, segundo a última pesquisa da Reuters/Ipsos, um aumento em relação aos 80% registrados no início do mês.
Trump fez campanha antes das eleições presidenciais de 2024 com as promessas de controlar a inflação e evitar conflitos militares prolongados. Seis meses após o início da guerra com o Irã, os preços da gasolina nos EUA estão mais de um dólar mais altos por galão do que antes da guerra, pesando sobre os aliados republicanos de Trump, que precisam defender maiorias estreitas no Congresso nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro.
Eleitores independentes preferiram os democratas aos republicanos -- 33% contra 19% -- quando questionados sobre em quem votariam nas eleições para o Congresso.
A pesquisa entrevistou 1.215 adultos norte-americanos em todo o país e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
(Reportagem de Jason Lange, em Washington)



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