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Polônia responsabiliza Rússia por sabotagem contra instalação da Starlink em setembro

Estadão

A Polônia responsabiliza a Rússia por um ataque incendiário contra uma estação de satélites da Starlink em setembro. Dois cidadãos turcos foram presos por suspeita de envolvimento no ato de sabotagem, informaram as autoridades.

Os suspeitos, cujos nomes não foram divulgados em conformidade com as regras de privacidade polonesas, foram detidos na Alemanha, disseram autoridades da Polônia na segunda-feira. Eles são acusados de incendiar deliberadamente uma instalação da Starlink em 23 de setembro, em Wola Krobowska, cerca de 40 quilômetros ao sul de Varsóvia.

"Não temos dúvidas de que os serviços de inteligência russos estão por trás desse ato de sabotagem", afirmou Tomasz Siemoniak, ministro polonês responsável pelos serviços de inteligência, em comunicado. Ele observou que a inteligência russa tem recorrido cada vez mais a pessoas com ligações com o crime organizado.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, classificou o incidente como "mais um ato de guerra híbrida", em publicação no X. Outros detalhes não estavam imediatamente disponíveis.

O incêndio criminoso ocorrido na Polônia em setembro foi um dos mais de 210 incidentes registrados em toda a Europa que autoridades ocidentais consideram atos de sabotagem e atividades hostis associadas à Rússia, segundo levantamento da Associated Press desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

No ano passado, um tribunal britânico considerou três homens culpados por um incêndio criminoso cometido em março de 2024 contra um depósito em Londres que armazenava equipamentos da Starlink destinados à Ucrânia. Promotores britânicos afirmaram que a operação foi planejada pelos serviços de inteligência russos.

Segundo autoridades, um dos objetivos desses ataques é enfraquecer o apoio à Ucrânia, disseminar medo e discórdia nas sociedades europeias e consumir recursos destinados a investigações. A Rússia frequentemente utiliza intermediários para executar essas ações, e alguns dos envolvidos afirmam desconhecer que foram recrutados por Moscou.

O empresário de tecnologia Elon Musk permitiu que os ucranianos utilizassem seu sistema de comunicações por satélite Starlink dentro do território da Ucrânia, inclusive em regiões ocupadas pela Rússia, mas restringiu o uso da rede em território russo.

A Starlink tornou-se profundamente integrada às operações militares ucranianas, com comandantes e soldados dependendo da conectividade por satélite para se comunicar e coordenar operações.

Chefe da inteligência polonesa afirma que aliados da Ucrânia enfrentam sabotagem russa quase constante

Os serviços de inteligência russos estão realizando "atos de subversão quase diários", afirmou Siemoniak nesta terça-feira, durante uma conferência de segurança em Varsóvia.

"Não há uma semana em que essas atividades não ocorram", disse ele, acrescentando que o mesmo acontece em outros países europeus. Segundo o ministro, as operações têm como alvo países que apoiam a Ucrânia.

Siemoniak afirmou que as atividades hostis clandestinas da Rússia na Polônia começaram no início de 2024, quando Moscou passou a recrutar agentes descartáveis em plataformas como o Telegram para realizar ataques, inclusive contra um shopping center.

"Nosso inimigo - isto é, os serviços de inteligência russos - muda seus métodos de operação e dispõe de recursos ilimitados", afirmou Siemoniak.

Segundo ele, combater os serviços de inteligência russos não é como desmantelar uma organização criminosa, situação em que seus integrantes são condenados e o caso é encerrado.

No caso das atividades subversivas, assim que uma ameaça é eliminada, outra surge, e "nunca se sabe qual direção eles seguirão em seguida", afirmou.

"Nos casos de atividades subversivas, é como a história do dragão cujas cabeças continuam crescendo, e nunca se sabe em qual direção elas avançarão", disse Beate Gangås, diretora-geral do Serviço de Segurança da Polícia da Noruega, durante a conferência. "Estamos diante da situação mais grave desde a Segunda Guerra Mundial", acrescentou. Fonte: Associated Press .

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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