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Polícia do Reino Unido planeja operação "sem precedentes" para evitar problemas em diferentes protestos de fim de semana

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Polícia  do Reino Unido planeja operação "sem precedentes" para evitar problemas em diferentes protestos de  fim de semana
Polícia do Reino Unido planeja operação "sem precedentes" para evitar problemas em diferentes protestos de fim de semana

Por Michael Holden

LONDRES, 13 Mai (Reuters) - A polícia de Londres disse nesta quarta-feira que montaria uma operação "sem precedentes" neste fim de semana para evitar violência e desordem grave quando dois grandes protestos -- um anti-imigração e outro pró-palestinos -- ocorrerem na capital britânica.

Pelo menos 80.000 pessoas são esperadas em Londres no sábado para as duas manifestações -- uma marcha pró-palestina marcando o Dia da Nakba e um outro ato, o "Unite the Kingdom", organizado pelo ativista anti-islâmico Stephen Yaxley-Lennon, mais conhecido por seu pseudônimo Tommy Robinson.

Com a final da Copa da Inglaterra também sendo realizada em Wembley, no noroeste da capital, e tendo como pano de fundo as tensões globais, os recentes ataques antissemitas e o aumento do nível de ameaça terrorista do Reino Unido, a polícia anunciou que deve adotar "o uso mais assertivo possível de nossos poderes" para evitar problemas.

"A escala da operação não tem precedentes nos últimos anos", disse o vice-comissário assistente James Harman a jornalistas, afirmando que ela deve contar com cerca de 4.000 policiais e o apoio de helicópteros e unidades caninas, além de veículos policiais armados de reserva.

ATAQUES 

Recentemente, Londres foi palco de uma série de ataques incendiários a locais judaicos, e dois judeus foram esfaqueados no mês passado em um incidente que está sendo tratado como terrorismo.

Grandes marchas pró-palestinas -- foram 33 desde o ataque liderado pelo Hamas a Israel em outubro de 2023 -- são acusadas de alimentar o antissemitismo, com processos judiciais para pessoas que entoaram cânticos ofensivos e seguraram cartazes incitando o ódio.

Sexta-feira é o Dia da Nakba, quando os palestinos relembram a perda de suas terras após a guerra de 1948, no nascimento do Estado de Israel. "Nakba" significa catástrofe em árabe.

Enquanto isso, atos liderados por Yaxley-Lennon, que conta com o empresário bilionário norte-americano Elon Musk entre seus apoiadores, levaram a cânticos antimuçulmanos e violência, disse Harman.

Em setembro passado, cerca de 150.000 manifestantes participaram de um evento "Unite the Kingdom", uma das maiores manifestações do gênero vistas em Londres, quando Musk apareceu por videolink.

A dias dos protestos de sábado, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer informou que o governo proibiu a entrada de sete "agitadores de extrema-direita" estrangeiros no Reino Unido para participar do evento de Yaxley-Lennon.

Robinson diz que foi alvo do Estado por expor irregularidades, mas seus críticos dizem que ele é pouco mais do que um agitador de extrema-direita com uma série de condenações criminais.

"Precisamos ter em mente neste sábado o histórico de grupos de hooligans do futebol que apoiam causas lideradas por Stephen Yaxley-Lennon", disse Harman.

(Reportagem de Michael Holden)

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