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Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras

Reuters
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras

RIO DE JANEIRO, 1 Jul (Reuters) - O preço do barril do petróleo parece ter se estabelecido em novo patamar de US$72 a US$75, embora o mercado ainda não tenha normalizado e a guerra no Oriente Médio continue impondo incertezas, afirmou à Reuters a presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard.

Segundo a executiva, a redução do preço do diesel vendido às distribuidoras, anunciada pela Petrobras na noite de terça-feira, já reflete a menor cotação do petróleo Brent. A referência do petróleo fechou a sessão da véspera em US$72,92/barril, próximo do nível negociado em 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

"(O mercado de petróleo) ainda não voltou ao normal, mas US$72-75 parece mesmo um novo patamar”, disse Chambriard.

A Petrobras divulgou uma redução de R$0,3515 do litro do diesel vendido a distribuidoras, mesmo valor do desconto que foi concedido no âmbito do subsídio governamental e que agora está sendo retirado. Com isso, o preço de venda ficará estável.

A subvenção de R$0,35 por litro de diesel dada pelo governo federal, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, deixa de ser válida nesta quarta-feira, conforme anúncio feito na véspera pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

De acordo com o ministro, outras subvenções de combustíveis atualmente em vigor estão em avaliação para retirada gradual, diante do recuo da cotação do petróleo em meio à redução das tensões no Oriente Médio.

Irã e Estados Unidos anunciaram um acordo provisório para interromper a guerra e o fluxo de navios de carga pelo Estreito de Ormuz -- por onde trafegava 20% do abastecimento global de petróleo antes da guerra -- está sendo restaurado, enquanto as partes ensaiam negociar as condições para o fim definitivo da guerra, que já dura quatro meses.

(Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Letícia Fucuchima)

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