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Órgão regulador dos EUA proíbe importação de roteadores estrangeiros, por preocupações com segurança

Órgão regulador dos EUA proíbe importação de roteadores estrangeiros, por preocupações com segurança
Órgão regulador dos EUA proíbe importação de roteadores estrangeiros, por preocupações com segurança

Por David Shepardson

23 Mar (Reuters) - A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a proibição da importação de todos os novos roteadores de consumo fabricados no exterior, a mais recente repressão a equipamentos eletrônicos fabricados na China devido a preocupações com a segurança.

Estima-se que a China controle pelo menos 60% do mercado norte-americano de roteadores domésticos, caixas que conectam computadores, telefones e dispositivos inteligentes à internet.

A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso dos modelos existentes, mas proibirá os novos.

A agência disse que uma análise convocada pela Casa Branca considerou que os roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA."

Segundo a comissão, agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual", citando seu papel em grandes hacks como o Volt e o Salt Typhoon.

A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis.

Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China e o representante John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC.

"A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar.

"Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso."

A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato.

No mês passado, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, processou a TP-Link Systems, fabricante de roteadores sediada na Califórnia, que se originou de uma empresa chinesa, por supostamente comercializar seus dispositivos de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos.

A TP-Link Systems disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação, acrescentando que o governo chinês não tinha nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários.

A Reuters informou no mês passado que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link.

Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

(Reportagem de David Shepardson)

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