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Operações de Colômbia e Panamá atingem Clan del Golfo na fronteira entre os países

Estadão

Autoridades da Colômbia e do Panamá realizaram operações contra o grupo criminoso Clan del Golfo na região de fronteira, onde, segundo o Exército colombiano, a organização mantinha uma central clandestina de comunicações e atividades de mineração ilegal. Um suspeito morreu e mais de uma dezena de pessoas foram capturadas, informou o Exército nesta quinta-feira.

Na Colômbia, a operação ocorreu na zona rural de Riosucio, no departamento de Chocó, na véspera. Um suposto integrante do Clan del Golfo - não identificado - morreu durante a ação. Militares chegaram a um acampamento improvisado após avançarem por área de selva e prenderam três pessoas. No local coberto por lonas plásticas, foram apreendidas armas, munições, material alusivo ao grupo, itens de uso militar, equipamentos de comunicação e explosivos improvisados, segundo o comunicado.

De acordo com o Exército, a central ilegal de comunicações era usada para alertar sobre movimentos das autoridades e "coordenar ações terroristas contra a população civil".

Em paralelo, o Serviço Nacional de Fronteiras do Panamá (Senafront) realizou uma operação em Loma de las Banderas, em território panamenho, em uma área de fronteira que também era usada por migrantes na rota pela selva do Darién. Após receber informações de inteligência da Colômbia, as autoridades panamenhas localizaram uma exploração ilegal de ouro e detiveram 13 pessoas, incluindo três menores. Os presos responderão à Justiça do Panamá, informou o governo colombiano.

Em vídeo divulgado à imprensa, Héctor de Sedas, subdiretor do Senafront, citou o caso de um adolescente de 14 anos e afirmou que o episódio evidencia violações de direitos de menores atribuídas à organização.

As ações ocorreram no contexto da cooperação bilateral discutida na 6ª edição da Reunião de Comandos Regionais de Fronteira, realizada em Medellín, no noroeste da Colômbia.

Autoridades colombianas apontam o Clan del Golfo como envolvido em narcotráfico, tráfico de migrantes e mineração ilegal. O governo estima que o grupo tenha mais de 10.200 integrantes armados, sendo a maior organização ilegal do país. Os Estados Unidos classificaram o Clan del Golfo como "organização terrorista", descrevendo-o como violento, poderoso e financiado sobretudo pelo tráfico de drogas.

O presidente colombiano Abelardo de la Espriella, de perfil conservador, encerrou a negociação de "submissão" do Clan del Golfo aberta no governo anterior, como parte de mudanças na política de segurança, prometendo "mão de ferro" contra grupos ilegais. Segundo ele, em dois meses de mandato iniciado em 7 de agosto, forças de segurança capturaram mais de 32 mil pessoas e apreenderam 135.515 quilos de entorpecentes e 3.414 armas de fogo.

O Ministério da Defesa confirmou nesta quinta que a cooperação com os EUA permitirá incorporar drones MQ-9 Reaper às operações antidrogas, destacando autonomia de até 27 horas, teto de 45 mil pés e sensores.

Em outro tema, o ministro do Interior, Rodrigo Lara, defendeu a proposta de criar um "estatuto antiterrorista", com uma lista de organizações ilegais classificadas como terroristas, o que traria consequências jurídicas e financeiras. A iniciativa ainda não foi formalmente enviada ao Congresso. Lara disse que uma versão divulgada na imprensa é preliminar e que houve comentários do Departamento de Estado dos EUA e do Escritório da ONU contra Drogas e Crime. Setores da oposição criticam o texto: o senador Iván Cepeda afirmou que a proposta pode limitar direitos e afetar garantias de devido processo legal. Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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