CAIRO, 18 Jun (Reuters) - O número de palestinos mortos por ataques israelenses em Gaza ultrapassou 1.000 desde o cessar-fogo mediado pelos EUA em outubro passado, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta quinta-feira, enquanto pelo menos três pessoas teriam sido mortas no ataque mais recente.
Equipes médicas informaram que um ataque israelense atingiu um veículo na avenida principal Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza, matando três pessoas, enquanto a violência continua apesar de uma nova tentativa de trégua por parte dos mediadores. As Forças Armadas israelenses não se pronunciaram imediatamente sobre o incidente.
Incluindo a última ocorrência, o número de palestinos mortos desde a trégua de outubro de 2025, mediada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a 1.008, informou o Ministério da Saúde.
Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes nesse período.
Israel tem dito que seus ataques visam impedir ataques iminentes do Hamas e de outros militantes. O Hamas raramente divulga informações sobre a morte de seus combatentes.
Israel e o Hamas continuam em impasse sobre como prosseguir com a próxima etapa do plano de Trump para Gaza, que envolve o desarmamento do Hamas e a retirada israelense.
Nickolay Mladenov, enviado do Conselho de Paz de Trump para Gaza, manteve conversações esta semana no Cairo com mediadores do Egito, do Catar e da Turquia, depois que o Hamas e outras facções palestinas apresentaram sua resposta ao chamado plano de roteiro que ele havia apresentado, segundo duas fontes próximas às negociações.
Na quarta-feira, disseram as fontes à Reuters, Mladenov entregou ao Hamas e às facções uma versão revisada do roteiro, abordando algumas das preocupações das facções, mas preservando as “linhas vermelhas fundamentais” do plano de Trump. As fontes não deram mais detalhes.
Um representante do Hamas confirmou à Reuters que o documento estava sendo analisado.
As tropas israelenses ainda controlam mais de 60% do território de Gaza, de onde expulsaram os moradores e destruíram os edifícios restantes.
Quase toda a população de 2 milhões de pessoas, a maioria das quais já foi deslocada várias vezes, vive agora em uma minúscula faixa de terra ao longo da costa, principalmente em barracas improvisadas ou prédios danificados, sob o controle do Hamas.
(Reportagem de Nidal al-Mughrabi)



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